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  • Angela e Maria

Uma flor, uma história, uma doce memória: some flowery history, some sweet memory


Já repararam como, às vezes, quando fixamos o olhar em uma flor ou numa árvore elas nos olham de volta? Parecem querer contar uma história, não é mesmo?

Have you ever felt that, sometimes, when we let our eyes linger on a flower, or on a tree, they seem to look back at us? They seem to be trying to tell us a story, don't 'they?

E foi assim, olhando a violeta tão vibrante no parapeito da janela, que descobrimos a história de uma jovem que perdeu a batalha contra o câncer. E, então, olhando de volta para uma árvore, uma flor e uma roseira, conhecemos as três histórias por trás delas: uma grande amiga e duas jovens que já partiram, e um velhinho, que precisa de carinho. And it was by admiring the vibrant violet vase on the window sill that we got to know the story of a young woman who lost her battle to cancer. And, then, by looking back at a tree, a flower and a rose bush, we learned three other stories behind them: a great friend and a young woman who left this world, and an old geezer who needs loving care.

A árvore da Maria Helena, plantada em sua memória, nos faz pensar em grandes amizades, daquelas que atravessam rios e mares, montanhas e congestionamentos em São Paulo. Aquela amiga querida que nos liga todos os dias para saber como estamos, e nos lembra que pequenos gestos de atenção fazem um bem imenso. Então, que tal passearmos nas praças e sorrirmos para todos os que cruzam nossos caminhos?

Maria Helena's tree, planted in her memory, makes us think of great friendships, those which cross rivers and oceans, mountains and traffic jams in big cities. That dear friend, who calls every day to check on us and reminds us that little gestures go a long way. So, how strolling on squares and smiling at those who cross our path?

Daí, caminhando com o Ozzy, passando em frente da casa cujo dono é um velhinho ranzinza, que fica resmungando, mas tem uma roseira linda, contrastando com a casa aparentemente abandonada e o mau humor do velhinho.

So, while walking Ozzy, I go by a house whose owner is a grumpy old geezer, who keeps on muttering, as we go by. But the house has beautiful rose bush, in contrast with an apparently abandoned house and its owner's bad humor.

E, nos conta a Angela:

- Resolvi passar lá mais tarde para fotografar, nisso o velhinho saiu lá fora e eu saí correndo. Mas, decidi voltar e arriscar o pedido pra fotografar a roseira

- Enfim, ele entendeu que eu queria uma muda da roseira, mas quando falei que era para fotografar, abriu um sorriso , me deixou entrar e disse que eu poderia fazer o que eu quisesse.

Here is Angela's account:

"I decided to go back there later to take a photo, but as soon as I arrive the geezer comes out of the house and I leave in a hurry. But I decide to go back and make an attempt to ask for a photo.

He misunderstands my request as a seedling for the rose bush, but when he finally realizes I want to photograph, he opened up a smile and let me in, telling me I could do whatever I wanted."

Roseiras têm espinhos, mas são para proteger a delicadeza das flores, não para agredir. E velhinhos, assim como a natureza, precisam de carinho e atenção!

Rose bushes have thorns, but they are meant to protect its delicate flower, not to hurt. And old geezers, like nature, need care and attention!

E, finalmente, quando a dor da perda é imensa, não há palavras que possam confortar. Mas, uma bela flor que nasce espontaneamente no local onde tantas lágrimas foram derramadas, pode nos ajudar a caminhar mais leves. Uma jovem morreu, mas muitos dos que a amam continuam aqui.

And, finally, sometimes it hurts so much that no words can bring any comfort. But a beautiful flower that springs up in the place where so many tears were shed might help us soothe our way through life. This young woman died, but those who loved her are still here.

Caminhando pelos canteiros ou praças, vamos nos deter um pouco mais naquilo que nos une como seres humanos: a solidariedade, a compaixão, o respeito ao próximo. Vamos ouvir a música que traduz essa nossa humanidade. Clique aqui.

Walking through squares and pathways, let us pause a little over the traces that unite us as human beings: solidarity, compassion and respect for all. Here is a song that translates this singular trace of us, humans: click here.


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